O delegado Anestor Magalhães, da 75ª DP (Rio D´Ouro), vai ouvir novamente, nesta segunda-feira (13), Elaine Paiva da Silva, que em depoimento ao Ministério Público confessou ter seqüestrado e assassinado a universitária Priscila Belfort.
"Algumas declarações prestadas por Elaine estão sendo checadas, mas não se confirmam", explica. Elaine está presa na Polinter, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Priscila Belfort desapareceu no dia 9 de janeiro de 2004. Elaine, que se apresentou à polícia no último dia 3 de agosto, contou que a vítima foi seqüestrada para forçar o pagamento de uma suposta dívida de drogas com traficantes do Rio. Elaine contou que matou Priscila, com quatro tiros, num sítio em Rio D´Ouro, em São Gonçalo, em junho de 2004. A mãe da estudante, no entanto, nega que a filha fosse usuária de drogas. “As primeiras informações prestadas em depoimento foram confirmadas. Mas há outras que não procedem, como o fato de um comparsa ter sido baleado num confronto, numa determinada data. O endereço dele que ela nos forneceu não confere. Além do mais nunca houve esse confronto. Também não conseguimos localizar outros suspeitos de integrar a quadrilha”, disse o delegado. Além de Elaine, estão cumprindo prisão temporária Ailton da Silva Lopes, Hugo de Oliveira Lopes e Silvana Luíza de Oliveira Lopes. Eles foram apontados por Elaine, em seu depoimento, como integrantes da quadrilha que seqüestrou Priscila. O delegado disse ainda que aguarda o relatório da operadora de celular da qual Elaine é cliente confirmar que ela realmente fez contato com Priscila. Como este procedimento é complicado, ele acredita que só terá uma resposta no fim desta semana.
DNA vai provar se crânio é de Priscila
Nesta segunda-feira (13), o crânio encontrado em Vila Lage, em Neves, em São Gonçalo será encaminhado ao laboratório de DNA da Polícia Civil. Amostras de sangue da mãe de Priscila, Jovita Belfort, e do irmão Vitor, serão confrontadas com o material genético do crânio. O resultado deverá sair em 30 dias. “Não acredito que este crânio seja de Priscila. Ele foi encontrado muito tempo depois, num lixão, muito distante do sítio onde Elaine disse que a vítima foi executada. Mas como se trata de uma informação que chegou através do Disque-Denúncia, não estou descartando qualquer hipótese. Todas as informações estão sendo investigadas”, garantiu Anestor.
Crânio perfurado a bala
A polícia do Rio de Janeiro encontrou um crânio perfurado a bala em São Gonçalo, na Região Metropolitana, que poderia ser da estudante Priscila Belfort. Ele teria sido abandonado por um motoqueiro, de acordo com o Disque-Denúncia.
Na última sexta-feira (10), o irmão da vítima, Vitor Belfort, pediu em entrevista coletiva que os brasileiros fizessem denúncias e se mostrou confiante no trabalho da polícia e do Ministério Público. Sobre a confissão de Elaine Paiva da Silva, o lutador considerou a versão uma “meia-verdade”.
“Ninguém é louco de assumir um crime hediondo como ela assumiu. Acredito que ela (Elaine) está envolvida, mas que não falou a verdade. Ela foi muito inteligente de ter ido ao Ministério Público”, avaliou.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
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